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Emprego cai para menor nível em 7 anos na zona do euro.

Ao todo 145,1 milhões de europeus estavam empregados na região no fim do primeiro trimestre, o menor número desde desde o quarto trimestre de 2005.

Uma queda acentuada no número de pessoas contratadas na zona do euro levou o emprego da região para seu nível mais baixo em mais de sete anos no primeiro trimestre, conforme divulgou nesta sexta-feira a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia.
O número de pessoas empregadas nos 17 países caiu 0,5% no primeiro trimestre em comparação com os últimos três meses de 2012, para 145,1 milhões de europeus, o maior recuo trimestral desde o segundo trimestre de 2009. Este é o nível mais baixo desde o quarto trimestre de 2005.
Os piores resultados referem-se à Grécia, onde o número de pessoas empregadas caiu 2,3% na comparação trimestral, e a Portugal, onde recuou 2,2%. Espanha, Chipre e Itália, todos viram quedas de mais de 1%. Por outro lado, as economias mais resistentes com fardos de dívida menos significativos, como a Alemanha e a Áustria, continuaram a registrar um crescimento no emprego.
Ainda nesta sexta-feira, a Eurostat confirmou suas leituras preliminares de inflação para maio da zona do euro. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,4% em maio ante o mesmo mês do ano anterior. Em abril, o índice de preços havia subido 1,2%. Apesar desta aceleração, o índice de inflação na Eurozona está muito longe de seu nível de um ano atrás, que era de 2,4% em maio de 2012.

Otan pede que Síria permita investigação sobre armas químicas

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, pediu à Síria nesta sexta-feira que permita que as Nações Unidas averigue com urgência no país o uso de armas químicas contra os rebeldes.
"É urgente que o regime da Síria permita a investigação de todas as informações sobre o uso de armas químicas", afirmou o secretário-geral através do Twitter.
Rasmussen se expressou dessa forma depois que o presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu enviar ajuda militar aos rebeldes que querem derrubar o regime sírio de Bashar al-Assad, após confirmação que Damasco usou armas químicas contra a oposição.
"É um assunto de grande preocupação. A comunidade internacional já deixou claro que qualquer uso de armas químicas é totalmente inaceitável", ressaltou secretário-geral da Otan em entrevista coletiva conjunta oferecida hoje com o primeiro-ministro da Moldávia, Iurie Leanca, após a visita do político à sede da organização em Bruxelas.
Rasmussen reiterou "as boas-vindas à declaração dos Estados Unidos. É urgente que o regime sírio garanta o acesso das Nações Unidas para que averiguem todos os relatórios sobre o uso de armas químicas". "A comunidade internacional deixou claro que qualquer utilização de armas químicas é completamente inaceitável e uma violação clara das leis internacionais", afirmou.
Rasmussen insistiu que a "melhor solução é a política", e destacou a importância da conferência que os Estados Unidos e a Rússia se comprometeram em promover para tentar encontrar uma solução pacífica para o conflito armado.
Neste sentido, pediu ao regime sírio e à oposição que confirmem sua participação "para preparar o caminho rumo a uma solução política sustentável em longo prazo".  Além disso, lembrou que a instalação de mísseis patriot ao longo da fronteira turca com a Síria "vai garantir a proteção efetiva da Turquia contra qualquer ataque de mísseis, químicos ou não".
O governo de Barack Obama informou ontem que dará ajuda militar aos rebeldes que lutam contra o regime de Assad, após a confirmação de que as forças sírias usaram armas químicas contra a oposição, mas não detalhou que tipo de assistência será proporcionada aos rebeldes sírios nem quando vão ocorrer estas operações.
A Administração de Obama deve realizar uma série de consultas com o Congresso americano e também em nível multilateral com seus aliados, assim como com a Rússia e a ONU durante a cúpula do G8 que será realizada nos dias 17 e 18 de junho em Lough Erne (Irlanda do Norte) sob a Presidência do Reino Unido.

Uma das possibilidades cogitadas por Washington é o estabelecimento de uma zona de exclusão área, mas o governo de Barack Obama ainda não tomou uma decisão, afirmou o conselheiro adjunto de Segurança Nacional, Ben Rhodes, na capital americana.

União Europeia contestará tarifas do aço chinês na OMC

Uma fonte europeia em Genebra, sede da OMC, disse que a reivindicação formal deve ser feita até o fim da semana.

A União Europeia aumentará a pressão em sua série de disputas comerciais com a China, disseram diplomatas nesta quarta-feira, com Bruxelas prestes a contestar as tarifas de importação de aço de Pequim na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Uma fonte europeia em Genebra, sede da OMC, disse que a reivindicação formal deve ser feita até o fim da semana.
China e UE já estão se enfrentando por causa de uma série de questões comerciais, com Bruxelas questionando as tarifas aos painéis solares chineses.
Em resposta, a China abriu uma investigação aos vinhos importados da Europa e deve adotar ação similar no setor automobilístico.
Repetidas acusações de ambos os lados de "dumping" (venda de produtos a um preço menor para conquistar participação no mercado) aumentaram a pressão sobre a enorme relação comercial entre a UE e a China.
Na OMC, as nações podem pedir ao organismo global para decidir se os membros estão quebrando as regras internacionais de comércio e podem ganhar o direito de adotar medidas de retaliação.

Terra do tráfico pode ser usada para sanar conflito com índio, diz ministro.

Cardozo afirmou que estuda compensações para produtor que perde terra. Outra alternativa é indenizar donos de propriedade que for demarcada.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira (13) que o grupo formado pelo governo, representantes indígenas e agricultores para discutir a questão indígena vai estudar a possibilidade de aproveitar terras usadas para plantio de matéria-prima de drogas para solucionar disputas fundiárias entre índios e produtores rurais.
A proposta é de que terras confiscadas devido a plantações ilegais sejam transferidas como indenização a produtores que tenham áreas demarcadas como terra indígena.
“Eu mesmo recebi na semana passada a proposta de que terras confiscadas em decorrência da plantação de plantas das quais se produz drogas que a Constituição não permite, possam ser revertidas para solucionar essa questão”, afirmou Cardozo após participar da abertura de uma reunião no Conselho Nacional de Justiça sobre conflito indígena em Mato Grosso do Sul.
Desde o final de maio, indígenas terenas ocupam a fazenda Buriti, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande. No último dia 30, uma ordem de reintegração de posse resultou na morte de um indígena em conflito com a polícia. Outro foi baleado e está internado em um hospital da cidade. Nesta quarta (12), mais um índio morreu. Ele foi baleado em uma emboscada, mas ainda não se sabe se o que motivou o crime foi a disputa por terras.
De acordo com Cardozo, outra proposta em discussão para solucionar a disputa por terras é indenizar produtores que tenham suas propriedades demarcadas como terra indígena.
"Essa é uma das discussões que será colocada na mesa. Há quem apresente como possível a tese de indenização. Nós temos que discutir sua viabilidade financeira e sua viabilidade jurídica. Há outras alternativas que se colocam", disse o ministro.
Atualmente, a Constituição Federal considera que as terras indígenas pertencem à União e, por isso, não há indenização a quem perde a posse do território quando a demarcação é homologada. A legislação prevê somente indenização pelas "benfeitorias" decorrentes da ocupação. Para tentar manter a terra, proprietários de fazendas recorrem à Justiça.
O advogado Gustavo Passarelli, que representa a Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul, afirmou que o grupo criado pelo CNJ para discutir conflitos indígenas apresentará um relatório com soluções até o dia 30 de julho. O documento será entregue ao presidente do conselho, ministro Joaquim Barbosa.

Passarelli explicou que o grupo tenta encontrar uma solução jurídica para compensar agricultores, sem que seja necessário alterar a Constituição. “Nosso entendimento é de que alterar a Constituição é um processo difícil e moroso, então estamos tentando encontrar uma ferramenta jurídica que não agrida a Constituição”, disse.

Com relação ao confisco de terras usadas para o tráfico, o advogado destacou que uma opção seria vender essas áreas e usar o dinheiro para pagar os produtores. “Não há uma estratégia já definida. É possível que se faça uma venda dessas terras confiscadas e que esse dinheiro possa ser usado para os produtores.”

Passarelli afirmou ainda que uma discussão que tem dificultado as negociações é o fato de indenização pressupor o cometimento de um ilícito. “Sempre que se fala em indenização há um ato ilícito praticado, então teria de haver esse reconhecimento pelo Estado, de um ilícito. Estar-se-ia a se indenizar o ilícito que o Estado praticou ao vender títulos de terras pertencentes aos índios.”
O líder indígena guarani-kaiowá Anastacio Peralta, que também participou da reunião no CNJ, afirmou que “todo mundo está se mexendo” para solucionar os conflitos, já que a crise se agravou nos últimos meses.
“A nossa terra é sagrada, então a ideia é comprar terra para os fazendeiros. Acredito que,  com a crise, todo mundo está se mexendo, porque se criou uma guerra de brasileiro com brasileiro. Antes era pistoleiro e agora é o Estado que está atirando na gente”, afirmou em referência ao índio morto quando a Polícia Federal tentava desocupar a fazenda Buriti.
Morte
Cardozo afirmou ainda que a Polícia Federal vai "acompanhar" as investigações sobre a morte ocorrida nesta quarta (12) de um índio de 34 anos em Paranhos, a 477 quilômetros de Campo Grande (MS).
De acordo com o ministro, ainda não se sabe se o assassinato foi motivado pela disputa por terras na região.
"Ontem houve, infelizmente, mais uma morte de um indígena. Não se sabe ao certo a causa da morte. Não se sabe se foi  decorrente de disputa de terras ou um outro tipo de razão. Já pedimos que a Polícia Federal acompanhasse a apuração para que possamos elucidar."
O ministro afirmou que o governo, em conjunto com o Judiciário, quer fazer uma reunião no Mato Grosso do Sul, na próxima semana, para negociar a disputa entre indígenas e produtores pelas terras da fazenda Buriti.

"O objetivo é prepararmos e organizarmos uma reunião em Mato Grosso do Sul, na semana que vem para discutir a questão indígena. Os dois lados concordam, falei com governador André Puccinelli. Estaremos tirando um paradigma para solucionar a questão em outros estados", afirmou.
Saiba mais:

China, Índia e Paquistão aumentam arsenal nuclear.

Instituto Internacional de Estocolmo para a Pesquisa da Paz destaca que esta corrida armamentista é ainda mais preocupante diante da "frágil" paz na Ásia.

China, Índia e Paquistão aumentaram seu potencial nuclear, enquanto as outras cinco potências atômicas — Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha e Israel — reduziram ou estabilizaram seu arsenal, informa o Instituto Internacional de Estocolmo para a Pesquisa da Paz (SIPRI, sigla em inglês) em um relatório publicado nesta segunda-feira (3).
Os chineses têm hoje 250 ogivas nucleares, contra 240 em 2012, o Paquistão possui entre 100 e 120, contra 90 a 110, e a Índia, entre 90 e 110, contra 80 a 100, assinala o relatório.
A SIPRI destaca que esta corrida armamentista é ainda mais preocupante diante da "frágil" paz na Ásia, onde as "tensões são crescentes desde 2008", como é o caso entre Índia e Paquistão, entre Coreia do Sul e do Norte e entre China e Japão.
Estados Unidos e Rússia, signatários do tratado de desarmamento nuclear START, reduziram suas ogivas para 7.700 e 8.500, respectivamente.
França, com 300 ogivas, Grã-Bretanha, 225, e Israel, 80, mantiveram inalterados seus arsenais atômicos.
No mesmo relatório, o SIPRI avalia que Coreia do Norte e Irã ainda não conseguiram desenvolver armas nucleares.
Para o Instituto, a redução quantitativa do armamento não é sinônimo de redução da ameaça nuclear.

"Mais uma vez, há muitos poucos indícios para dar um novo impulso a nossa esperança de que os países com armas nucleares tenham a vontade genuína de abandonar seus arsenais. Os programas de modernização a longo prazo nestes Estados mostram que as armas nucleares ainda são um símbolo de status internacional e poder", afirmou o coordenador de pesquisas do SIPRI para o tema nuclear, Shannon Kile.

ONU critica novos projetos de assentamentos israelenses na Palestina

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta sexta-feira que os últimos projetos de colônias israelenses em territórios palestinos violam as leis internacionais e comprometem as perspectivas de paz na região.
Segundo o porta-voz Martin Nesirky, Ban está "muito preocupado com a continuação da colonização israelense na Cisjordânia "em violação das leis internacionais" e pede que Israel "congele suas atividades de colonização e respeite os compromissos contraídos dentro das leis internacionais e do Mapa da Paz" em relação a um acordo de paz com os palestinos.
A imprensa israelense informou que o governo quer construir centenas de novas casas nas colônias do norte da Cisjordânia.
De acordo com o jornal Jerusalem Post, além da construção de 538 novas casas na colônia de Itamar, na semana passada foi transmitida às autoridades locais uma demanda para legalizar 137 residências.
O jornal Haaretz cita 537 novas casas e a possibilidade de legalizar outras 130.
O Jerusalem Post também informa sobre a possível construção de 550 casas em Brunchin, uma colônia não autorizada pelo governo de Israel mas que foi legalizada retroativamente em abril de 2012.
A colonização é o principal ponto de bloqueio do processo de paz entre Israel e os palestinos. Os palestinos pedem uma moratória como condição para voltar à mesa de negociações, mas Israel rejeita qualquer tipo de condição prévia.
A comunidade internacional considera ilegais todas as colônias nos territórios palestinos ocupados, independente de terem sido autorizadas ou não pelo governo israelense.
Mais de 360.000 colonos israelenses vivem na Cisjordânia e quase 200.000 nas zonas de colonização de Jerusalém Oriental.
O anúncio de novas residências nas colônias coincide com os esforços nas últimas semanas do secretário de Estado americano, John Kerry, para reativar o processo de paz.
A ONG israelense contrária à colonização Paz Agora afirmou que sabia que as conversações sobre Itamar aconteciam há algum tempo, mas que está surpresa com a magnitude do projeto em Bruchin, que multiplica por 10 o tamanho da colônia, que tem atualmente por volta de 50 residências permanentes.
A Autoridade Palestina exige como condição prévia para a retomada das negociações de paz o congelamento total da colonização, assim como que o governo israelense aceite as fronteiras de 'fato', anteriores à ocupação pelo Estado de Israel, em 1967, de Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.
"Consideramos que as novas decisões sobre as colônias israelenses na Cisjordânia provocarão o fracasso dos esforços do governo americano", afirmou Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

"Esta política de construção de colônias não levará à paz, e sim provocará tensão e instabilidade em nossa região e no mundo", completou.

Emprego cai para menor nível em 7 anos na zona do euro

Ao todo 145,1 milhões de europeus estavam empregados na região no fim do primeiro trimestre, o menor número desde desde o quarto trimestre de 2005.

Uma queda acentuada no número de pessoas contratadas na zona do euro levou o emprego da região para seu nível mais baixo em mais de sete anos no primeiro trimestre, conforme divulgou nesta sexta-feira a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia.
O número de pessoas empregadas nos 17 países caiu 0,5% no primeiro trimestre em comparação com os últimos três meses de 2012, para 145,1 milhões de europeus, o maior recuo trimestral desde o segundo trimestre de 2009. Este é o nível mais baixo desde o quarto trimestre de 2005.
Os piores resultados referem-se à Grécia, onde o número de pessoas empregadas caiu 2,3% na comparação trimestral, e a Portugal, onde recuou 2,2%. Espanha, Chipre e Itália, todos viram quedas de mais de 1%. Por outro lado, as economias mais resistentes com fardos de dívida menos significativos, como a Alemanha e a Áustria, continuaram a registrar um crescimento no emprego.
Ainda nesta sexta-feira, a Eurostat confirmou suas leituras preliminares de inflação para maio da zona do euro. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,4% em maio ante o mesmo mês do ano anterior. Em abril, o índice de preços havia subido 1,2%. Apesar desta aceleração, o índice de inflação na Eurozona está muito longe de seu nível de um ano atrás, que era de 2,4% em maio de 2012.

Manifestações em SP

(iG) Haddad critica 'possível excesso da força policial' durante manifestação em SP.Prefeito disse ainda que a imagem do protesto mudou de "violência dos manifestantes" para "violência policial". Mais de 230 foram detidos na última noite na capital paulista

Após os confrontos da noite de quinta-feira (13), o prefeito Fernando Haddad (PT) criticou a conduta da Polícia Militar na repressão ao protesto do Movimento Passe Livre (MPL). "Na terça-feira, a imagem que ficou foi a da violência dos manifestantes. Infelizmente hoje (ontem) não resta dúvida de que a imagem que ficou foi a da violência policial", disse.
A manifestação: 4º protesto contra tarifa termina com mais 230 presos em São Paulo
Vídeo: Manifestantes pedem calma, mas são recebidos a bala pela PM
PM prende, agride e impede trabalho de jornalistas em protesto em São Paulo 
Haddad afirmou que "há fatos a serem apurados" pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). "Entendo que o secretário (Fernando) Grella (Vieira), ao abrir um inquérito para a apuração rigorosa dos fatos, agiu corretamente", disse. "É evidente que a imagem que ficou é esta: de um possível excesso da força policial."
Haddad disse que tem mantido contato com Grella. "Vamos acompanhar a evolução dos eventos, sempre entendendo que o método escolhido (pelos manifestantes) foi o pior possível. Estamos vivendo uma escalada (da violência) que não vai levar a nada. O diálogo levaria a algum lugar", afirmou.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que ontem chegou de Paris onde estava com Haddad para a apresentação da candidatura de São Paulo para sede da Expo 2020, não se manifestou sobre a tática adotada pelos policiais. A PM também não se posicionou sobre a conduta dos agentes que trabalharam na operação.
Pedestres e motoristas que não participavam do protestos foram atingidos por balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. A PM informou apenas que as denúncias de abusos serão investigadas. No fim da noite, enquanto a manifestação ainda acontecia, Alckmin usou o Twitter para comentá-la. "Depredação, violência e obstrução de vias públicas não são aceitáveis. O governo de São Paulo não vai tolerar vandalismo", escreveu.
O governador aproveitou também para parabenizar Guaratinguetá por seus 383 anos, texto pelo qual foi criticado por usuários na rede social. Pela manhã, Alckmin manteve suas atividades em Santos, na comemoração dos 250 anos de nascimento de José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da Independência do Brasil. Na ocasião, descartou a redução da tarifa de trens e metrô e voltou a destacar que quem destruir patrimônio "será punido".
Sem chance
Haddad, que passou o dia em reuniões em seu gabinete, no Edifício Matarazzo, de onde pôde observar o início dos protestos, também disse que está fora de cogitação reduzir a passagem na capital . No dia 2 deste mês, as tarifas de ônibus, trem e metrô foram reajustadas de R$ 3 para R$ 3,20.
O prefeito disse que o único sinal que ainda pode dar para o MPL é cumprir os compromissos de campanha, como implementar o bilhete único mensal, criar corredores de ônibus e manter o reajuste das passagens abaixo da inflação. "Houve uma campanha eleitoral e ninguém se manifestou (sobre a tarifa zero). Sempre expressei minha opinião sobre o assunto, me comprometi com reajuste abaixo da inflação."
Racha
A Juventude do PT emitiu nota para pedir a reversão do aumento e que o governo do Estado faça o mesmo em relação às passagens de trem e metrô. O grupo lembrou que em 2011 lutou contra o reajuste promovido por Gilberto Kassab (PSD), de R$ 2,70 para R$ 3.
"Não nos furtaremos deste instrumento (manifestação) para demonstrar nossa indignação e cobrar soluções para as mazelas da população", disse a Juventude do PT. Haddad afirmou que são posições individuais de petistas.
"Os indivíduos são livres para expressar sua opinião, independentemente de pertencer a esse ou àquele partido. Uma coisa é a opinião individual, outra é a posição partidária." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(G1) Após manifestação na Av. Paulista, SP tem mais de 200 km de filasManifestação contra Copa das Confederações interditou faixas. Marginal Pinheiros era via com trânsito mais complicado.

São Paulo tinha cerca de 206 km de lentidão por volta das 19h30 desta sexta-feira (14), segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A lentidão na cidade chegou a 224 km no início da noite. Os congestionamentos se concentravam na Zona Sul, onde o motorista encontrava 71 km de filas.
Uma manifestação contra a Copa das Confederações chegou a bloquear pistas nos dois sentidos da Avenida Paulista. No horário, a via tinha 640 metros de lentidão no sentido Paraíso, entre as alamedas Casa Branca e Joaquim Eugênio de Lima. Na Rua da Consolação, o motorista diminuía a velocidade por 2 km, no sentido Centro, da Praça Franklin Roosevelt até a Avenida Paulista.
Os motoristas enfrentavam 18 km de lentidão na via expressa da Marginal Pinheiros, sentido Interlagos, entre a Rodovia Castelo Branco e a Ponte Transamérica. No mesmo sentido, ainda havia 3,8 km de congestionamento na via local, entre as pontes Cidade Jardim e Nova do Morumbi.
A Marginal Tietê tinha filas no sentido Ayrton Senna por 13 km nas pistas local e expressa. Na via local, a lentidão ia da Ponte da Freguesia do Ó até o CT do Corinthians. Na via expressa, o motorista enfrentava congestionamento entre a Ponte Rodovia dos Bandeirantes e a Ponte Jânio Quadros.
Manifestação
Uma manifestação interditou parte da Avenida Paulista na tarde desta sexta (14). A CET  informou que duas faixas da via chegaram a ser fechadas no sentido Paraíso por causa da concentração de manifestantes.
Portas do Metrô Consolação próximas à concentração de pessoas foram fechadas. Segundo a PM, cerca de 200 pessoas se reuniram em ato contra a realização da Copa das Confederações. A polícia acompanhava a manifestação à distância.
O ato saiu do Masp e chegou até o prédio onde funciona o escritório da Presidência da República em São Paulo. Os manifestantes protestam contra os gastos públicos para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O grupo distribui um panfleto intitulado "Copa pra Quem?", questionando obras da copa. O documento é assinado pela Frente de Resistência Urbana e Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa.
Jogos cancelados no Dante
O colégio Dante Alighieri, localizado nas proximidades da Avenida Paulista, informou que fechará as portas mais cedo nesta tarde por causa do protesto em andamento na região do Masp. Na tarde desta sexta-feira a assessoria da instituição de ensino informou que vai fechar às 18h15. Segundo a assessoria, foram cancelados 18 jogos das olimpíadas internas previstos para esta sexta.
A diretoria da instituição se reuniu nesta sexta para discutir as providências a serem tomadas ao final do dia e nos próximos. Há possibilidade de aulas noturnas serem canceladas em dias de protestos na cidade.

(Folha de S. Paulo) Manifestação em SP é reprimida com violência pela polícia.

O quarto ato de protesto contra os aumentos no transporte público em São Paulo, nesta quinta-feira (13), foi reprimido com violência pela polícia militar, que na ação, acabou ferindo repórteres e pessoas não envolvidas na manifestação como mostra o vídeo abaixo.
O confronto começou quando a PM tentou impedir os cerca de 5.000 manifestantes de prosseguir a passeata contra o aumento dos ônibus pela rua da Consolação, no sentido da avenida Paulista. Com isso, houve bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha disparados contra os manifestantes, que atiravam pedras e outros objetos.
Algumas bombas atiradas pelos policiais foram parar em um posto de gasolina, no cruzamento com a rua Caio Prado. Já a fumaça das bombas formou uma névoa que fez "desaparecer" os carros que ficaram parados na região.
O protesto de ontem também deixou sete jornalistas da Folha feridos, dois deles com tiros de borracha na região do rosto. Os sete estavam identificados como profissionais de imprensa e passam bem.
A repórter da TV Folha Giuliana Vallone teve a região do olho direito atingida por uma bala de borracha e foi hospitalizada. A Folha repudia toda forma de violência e protesta contra a falta de discernimento da Polícia Militar no episódio.

Rita Lisauskas (jornalista da Band)


As bombas de gás lacrimogênio vencidas há 3 ANOS, que como o próprio fabricante diz: OFERECEM PERIGO SE FORA DA VALIDADE.


Esse perigoso manifestante que tem uma ameaçadora flor.


A repórter da Folha, Giuliana Vallone, que foi atingida no olho.


A mensagem compartilhada entre os manifestantes incentivando o protesto na paz e como se defender sem em caso de ação violenta da polícia.


Os relatos de pessoas que viram policias arrastando pessoas feridas para fora do hospital.


Outros relatos de abuso de poder da polícia como esse e esse.
Relatos 3 e 4.

Fotos:





(oglobo) PM começou a batalha na Maria Antônia

Leia mais em: http://oglobo.globo.com/pais/a-pm-comecou-batalha-na-maria-antonia-8684284#ixzz2WIgSprgF 
A Quem acompanhou a manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus ao longo dos dois quilômetros que vão do Teatro Municipal à esquina da Consolação com a rua Maria Antônia pode assegurar: os distúrbios desta quinta-feira começaram às 19h10m, pela ação da polícia, mais precisamente por um grupo de uns vinte homens da tropa de choque, com suas fardas cinzentas, que, a olho nu, chegaram com esse propósito.
Pelo seguinte: às 17h, quando começou a manifestação, na escadaria do teatro, podia-se pensar que a cena ocorria em Londres. Só uma hora depois, quando a multidão engordou, os manifestantes fecharam o cruzamento da rua Xavier de Toledo. Nesse cenário, havia uns dez policiais. Nem eles hostilizaram a manifestação, nem foram por ela hostilizados.
Por volta de 18h30m, a passeata foi em direção à Praça da República. Havia uns poucos grupos de PMs guarnecendo agências bancárias, mais nada. Em nenhum momento foram bloqueados. Numa das transversais, uns vinte PMs postaram-se na Consolação, tentando fechá-la, mas deixando uma passagem lateral. Ficaram ali menos de dois minutos e retiraram-se. Esse grupo de policiais subiu a avenida até a Maria Antonia, caminhando no mesmo sentido da passeata. Parecia Londres. Voltaram a fechá-la e, de novo, deixaram uma passagem. Tudo o que alguns manifestantes faziam era gritar: “Você é soldado, você também é explorado” ou “Sem violência”. Alguns deles colavam cartazes brancos com o rosto do prefeito de São Paulo, “Fernando Maldad“.
Num átimo, às 19h10m, surgiu do nada um grupo de uns vinte PMs cinzentos, com viseiras e escudos. Formaram um bloco no meio da pista. Ninguém parlamentou. Nenhum megafone mandando a passeata parar. Nenhuma advertência. Nenhum bloqueio sem disparos, coisa possível em diversos trechos do percurso. Em menos de um minuto esse núcleo começou a atirar rojões e bombas de gás lacrimogênio. Chegara-se a Istambul.
Atiravam não só na direção da avenida, como também na transversal. Eram granadas Condor. Uma delas ficou na rua que em 1968 presenciou a pancadaria conhecida como “Batalha da Maria Antônia”. Alguns deles, sexagenários, não cheiram mais gás (suave em relação ao da época), mas o bouquet de vinhos.
Seguramente a PM queria impedir que a passeata chegasse à avenida Paulista. Conseguiu, mas conseguiu que a manifestação se dividisse em duas. Uma, grande, recuou. Outra, menor, conseguiu subir a Consolação. Eram pessoas perfeitamente identificáveis. A maioria mascarada. Buscaram pedras e também conseguiram o que queriam: uma batalha campal.
Foi um cena típica de um conflito de canibais com os antropófagos

Ataque contra ônibus mata 11 universitárias no Paquistão

Explosão atingiu estudantes voltavam para suas casas em Queta.

Pelo menos 11 universitárias morreram e 22 ficaram feridas neste sábado em um atentado a bomba contra um ônibus de uma universidade para mulheres no sudoeste do Paquistão, afirmou a polícia. O artefato explodiu no momento em que o ônibus saía da universidade e todos os mortos são mulheres, estudantes e professoras.
"A bomba estava escondida em um ônibus em Queta, capital da província do Baluchistão", disse Zubair Mahmood, chefe da Polícia da cidade. "Estamos investigando para saber se a bomba foi detonada a distância", acrescentou.
Muitas das estudantes feridas estão em estado crítico, com graves queimaduras causadas pelo incêndio que rapidamente tomou conta do ônibus depois da explosão, disse Fayaz Sumbal, outro oficial da polícia de Queta. Elas foram transferidas ao Complexo Médico Bolan, onde aconteceu uma segunda explosão uma hora depois e onde um grupo de militantes se entrincheirou, em um novo ataque contra as sobreviventes do primeiro atentado, segundo o jornal The Express Tribune.
O governo enviou forças especiais e policiais para enfrentar o número indeterminado de insurgentes que continuam no interior do hospital. Segundo o jornal, o delegado adjunto de Quetta, Abdul Mansoor Kakar, morreu no enfrentamento contra os insurgentes no centro médico.
O atentado não foi reivindicado, mas em seis anos mais de 6.000 pessoas perderam a vida em atentados praticados no Paquistão pelos talibãs, aliados da Al Qaeda, ou por grupos vinculados aos insurgentes islamitas. Muitos se queixam de Islamabad por ter se aliado aos Estados Unidos em sua "guerra contra o terrorismo" depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington. Outros ataques são motivados por fundamentalismo, de terroristas que são contra os direitos das mulheres.